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Líder do PAN sob suspeita de práticas de agricultura intensiva - será que afinal também gosta de Tauromaquia?

 


Paula Inês Sousa Real, porta-voz do PAN, está actualmente na mira de muitos órgãos de comunicação social generalistas e até de várias personalidades políticas, por suspeita de prática de agricultura intensiva. Em causa, o facto de juntamente com o marido, ter participação em duas empresas produtoras de frutos vermelhos, ambas localizadas na margem sul — uma em Canha (Montijo) e outra apresenta em Vendas Novas.

Sobre estas empresas, foi o jornal Nascer do Sol quem publicou uma denúncia de que estariam em prática formas de agricultura intensiva, com recurso a estufas e plásticos, algo que, politicamente e publicamente, a deputada condena, bem como o partido que representa, Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

Quem já reagiu foi Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) para quem não há dúvidas: “É óbvio que tem de se demitir”.

Inês Sousa Real já veio defender-se dizendo que vendeu as quotas que detinha de tais empresas, mas o Polígrafo Sapo, publicou hoje que "No dia 10 de dezembro de 2019, a dirigente do PAN alienou a sua participação numa das duas empresas agrícolas de que era sócia. A passagem da quota foi realizada em favor da sua sogra, Maria Lisete Brás Soares - e esta, no mesmo dia, transmitiu-a ao seu filho Pedro Brás Soares, marido de Inês Sousa Real, com quem está casado em regime de comunhão de adquiridos. Ou seja, a líder do PAN continuou a ser dona da empresa, embora de forma indireta.".

O que esta notícia tem sobre Tauromaquia? Nada. Mas sendo sobre alguém que se manifesta tanto contra a Festa Brava, vale a pena a partilha, não vá dar-se o caso de afinal, a Inês ser uma fervorosa aficionada, ainda que publicamente diga o contrário.


Fotografia: © EPA/JOAO RELVAS