Realizou-se no passado sábado, um Festival Taurino acompanhado de um dia de sol e de uma emoção tremenda de homenagem ao falecido forcado Fernando Quintela.
Durante as cortesias, um minuto de silêncio, com a banda a tocar Maria de Schubert em homenagem a Fernando Quintela, um Forcado, Um Homem de Fé, um dos nossos, um das gentes de Alcochete, simplesmente arrepiante.
Uma praça cheia, a responder e a corresponder á merecida homenagem a Fernando Quintela.
Lidaram-se reses de Passanha, Luís Terrón, Romão Tenório, David Ribeiro Telles e Prudêncio.
Abriu o festival o cavaleiro Rui Fernandes, que cumpriu frente a um novilho de Passanha, e frente ao qual agradou com bregas ajustadas, a pisar os terrenos do toiro.
Seguiu-se o rejoneador Diego Ventura, que agradou nas bancadas com uma actuação como é seu hábito, a pisar terrenos, a usar e abusar de batidas ao píton contrário e a chegar bem ao público. Rematou a actuação com o já habitual par de bandarilhas.
O terceiro da tarde coube a Filipe Gonçalves que teve uma actuação cheio de ganas e querer, a pisar terrenos de compromisso e a cravar de alto a baixo, com uma actuação de encher o olho.
Ao intervalo, referência para o descerrar de uma lápide em homenagem a Fernando Quintela.
Prosseguiu o festejo João Telles Jr., toureiro que se vem a preparar para uma encerrona com concurso de ganadarias em Coruche, apresentou-se neste festival regular nos compridos, ainda que os deixasse um tanto ou quanto à meia volta, seguindo para os curtos no mesmo registo.
Francisco Palha tentou uma sorte gaiola que não consumou devido ao toiro se ter desligado. Nos curtos andou com reuniões ajustadas, a dar vantagens ao toiro que veio a menos, obrigando o cavaleiro a encurtar terrenos.
A praticante Mara Pimenta encerrou festival, demonstrando vontade, querer, numa lide de desembaraço, com destaque para o palmito com que rematou a lide.
Pelos amadores de Alcochete, um grupo de antigos e actuais elementos, pegou Vasco Pinto, Rúben Duarte, Nuno Santana, João Belmonte, dobrado por Vítor Marques, Diogo Vivo e João Ferreira (cernelheiros) e João Machacaz.
Este é a história de uma bonita tarde em Alcochete.
Francisco Potier Dias
