19 Agosto 2009
Tauromaquia
Recordando ‘Balé’
A doença ameaçava há muito, mas não era homem de se assustar. Rijo de têmpera como sensível de carácter. Leal e frontal. Uma afición apaixonada, como poucos. Na festa de touros, muitos lhe devem o muito que lhes deu em amizade.
Aficionado completo e de corpo inteiro, era vê-lo apreciar um touro como admirava um cavalo. A arte de lidar a cavalo ou a de tourear a pé contagiava-o. Emocionava-se amiúde. Tal como nas pegas, ele que também teve filhos (grandes) forcados! Partiu. Claro que não morreu… Foi ‘toureiro’ na vida, de tal forma soube vencer investidas da mesma em horas tremendas. ‘Balé’ fica na recordação de todos, em especial da família Lupi, de quem foi braço-direito. Era um taurino! Hoje não podia escrever outra coisa. Apenas homenagear um senhor da tauromaquia nacional que fez obra por ele mesmo ter sabido sê-lo.
Maurício do Vale