Contradições e convicções

NATURALES
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Gostar e não gostar da mesma coisa significa, geralmente, insegurança. Neste Portugal, infelizmente, há muita gente assim. E o pior é que, nalguns casos, comportam-se ao sabor das circunstâncias e dos seus interesses. Gostar e não gostar da Festa de Toiros, como de outras coisas, não pode ser exercício de conveniência, de política ou de bolsa.

Uma coisa é a literatura do saudoso (e meu recordado Professor) Vergílio Ferreira; outra é a escrita de outrem, jornalista ou não, chame-se Câncio, seja mulher convivendo ou não com muitas dúvidas, seja ilustre prosa de ocasião. Até porque, neste caso, convém não reacender a memória que nos recorda a revista ELLE e um rentável trabalho de fotografia com modelos inspirados em trajes de toureiro, obviamente em Vila F. de Xira, terra natal de Fernanda Câncio, que acaba de se contradizer em redor da Festa de Toiros. Dar o dito por não dito, não abona.

Por tudo isto, emocionei-me no dia de Natal, em directo de Berlim, com um concerto. Foi Maestro, Plácido Domingo, cantou Ana Martinez, ambos de Espanha, ainda se ouvindo o violino de Sarah Chang, sempre com música de Espanha ou a ela dedicada. O concerto, ‘Noite Espanhola’, foi aplaudido por milhares de pessoas! Plácido Domingo, tal como Espanha, não têm complexos. São aficionados. E assim vão mundo fora! Por cá, quanto mais leio e oiço certas coisas, mais penso na boa sorte que tiveram os de Olivença...

Melhor 2009!!!

Maurício do Vale, in Correio da Manhá
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