As imagens de uma tarde sem pena nem glória em Vila Franca


As imagens de Pedro Batalha e o desabafo do aficionado Manuel da Graça em relação à corrida de domingo passado em Vila Franca de Xira.

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Se acaso houvesse título para o que se passou no domingo na Palha Blanco, atrever-me-ia a "Vila Franca: O calvário de um povo."

Nem sei se devo escrever uma nota ou uma carta de despedida da Tauromaquia deste País luso... Nunca vi, nunca pensei ver, nem nunca mais quero ver esta "coisa" que ontem se passou em Vila Franca. Esta não é, não foi, nem será a Festa que defendo, nem aprendi a ver!

Menos de 1/4 de casa e em seis voltas que podiam ser dadas pelos cavaleiros, só foram dadas duas e mesmo assim...foram benévolas e houve assobios em ambas!

Quanto as toiros, mesmo sendo um Concurso de Ganadarias a apresentação foi tão díspar que não a consigo qualificar. Bem apresentado e digno de Vila Franca, o Jorge de Carvalho (aplaudido de saída), mas vá-se lá saber porquê, os entendidos deram o prémio ao Passanha Sobral, lustroso mas escasso de carnes. Quanto à bravura, a coisa foi dada a um toiro diminuído, assobiado de princípio ao fim da lide. Estava coxo aos olhos do mais míope, e era de Silva. Se houve algum que se pudesse assemelhar a um bravo, o dito ficou longe daquela que era considerada a mais séria e aficionada praça de Portugal. 

Aqueles que andaram montados nos equinos passaram sem deixar saudade! Deviam ir para casa deixar os cavalos em paz e pensar se podem ou têm condições de ostentar o título de cavaleiro. Não vou fazer qualquer avaliação de uma coisa que não sei nem quero apreciar. Porradas, ferros no chão, as cilhas passaram de passadas. O estribo nem serviu para equilibrar os ditos que se passeavam pela Palha Blanco, como se um triunfo grande tivesse acontecido! Vergonhoso... 

Nas pegas a música foi outra e também aqui houve prémio que tocou aos da casa mas também este não devia ter sido atribuído, já que a pega deve ser efectuada depois de um toiro ser lidado e isso naquela tarde ficou longe de se ver. 

Viu-se por Vila Franca, uma grande pega de Vasco Pereira, Rui Godinho e Márcio Francisco, à primeira tentativa. Pelos Amadores de Alcochete concretizaram João Machacaz à terceira, Manuel Pinto à segunda e Pedro Viegas à primeira.

A sorte é que os humanos presentes foram tão poucos que esta catástrofe será passada como uma folha arrancada da História da Tauromaquia Portuguesa.

Manel da Graça










































































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