A última corrida da temporada na Arena D’Évora, por sinal também a nossa última deste ano taurino, quase encheu as suas bancadas numa tarde onde a solidariedade voltou a marcar pontos pois foram entregues a Tiago Laranjinha quase 5500 euros para poder prosseguir o seu tratamento de cancro nos EUA, resultantes de 1 euro por bilhete entregues pela NEPE (3.000 euros) e o restante sendo os cachets dos 2 Grupos de Forcados, gesto que se aplaude. E termos de lide, onde houve bons momentos dos 6 cavaleiros, Pimenta e Veiga foram os que, em minha modesta opinião, mais se destacaram,
Abriu praça Manuel Telles Bastos, um clássico com classe e que soube entender bem o toiro que lhe tocou em sorte para uma lide bem medida, com dois compridos e uma série de cinco curtos onde de destacou no bom 2º da ordem.
Miguel Moura lidou bem o segundo da quente tarde outonal. Mexeu bem no toiro e deixou uma série de 4 curtos com destaque para este último, também bem rematado e a terminar um de palmo de boa nota.
Em terceiro lugar actuou João Salgueiro da Costa, numa lide muito clássica, a dar distâncias ao bom exemplar que teve por diante e que investia claro para os ferros, de boa nota, sendo 2º e 5º os melhores desta sua boa passagem por Évora.
Luís Pimenta aqueceu as bancadas com o seu toureio mais arrojado, de proximidade na brega e nos remates e nas viagens para as sortes que resultaram cingidas e com destaque para os 2º e 3º ferros curtos. Uma actuação em muito bom plano deste novo cavaleiro de alternativa.
Seguiu-se o praticante Francisco Maldonado Cortes que teve uma actuação correcta, vindo a destacar-se na cravagem do bom 3º curto deixado com uma ligeira batida.
E, finalmente, Vasco Veiga, o segundo praticante. Uma lide bem medida, em que deixou 2 compridos e uma série de 4 bons ferros curtos, bem preparados e rematados a preceito.
Para as pegas saltaram à arena dos Forcados Amadores de Évora e os do Aposento da Moita. Pelo agrupamento eborense foram caras, e todos ao segundo intento, João Cristóvão, Manuel Rosa e António Braga, enquanto pelos moitenses foram caras, e todos ao primeiro intento, Rodrigo Aranha, André Silva e o cabo Luís Canto Moniz.
Lidaram-se seis toiros de Santa Maria com apresentação condigna e que serviram para o bom andamento do espectáculo.
Dirigiu António Santos coadjuvado pela veterinária Ana Gomes e nas cortesias guardou-se um minuto de silêncio por José Bartissol e dois antigos elementos dos forcados de Évora.
António Lúcio
2/11/2026
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