Apesar do calor tórrido que se fez sentir durante todo o dia, os aficionados sobralenses e dos arredores, mostraram que são feitos de outra massa e esgotaram a lotação da bem cuidada praça de toiros local para assistir a uma bela corrida de toiros, com um cartel de juventude e dois bons grupos de forcados e que foi antecedida por um cortejo com os intervenientes, campinos a cavalo e cabrestos e a Banda Filarmónica da Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos a abrilhantar e que ao intervalo teve uma actuação das Sevilhanas El Capote de Sobral de Monte Agraço.
Diz o ditado que “sem ovos não se fazem omeletes”. E o toiro foi elemento muito importante no bom decurso dos espectáculo e nas boas actuações dos cavaleiros. Mas rematados e com mais presença dos 3 primeiros, de Canas Vigoroux, com boas condições de lide, e também bem apresentados os de Lopes Branco que cumpriram.
No capítulo das lides equestres abriu praça Miguel Moura que cravou dois compridos e lidou bem o de Canas com especial destaque para a segunda metade da lide com os curtos, com um 4º ferro de muito boa nota e bem rematado e depois um de palmo no corredor e que rematou uma actuação de muito bom nível.
Boa actuação também de Luís Rouxinol Jr com o segundo da tarde. Deixou-lhe 3 compridos e partiu para uma série de curtos, quatro, todos de boa execução para rematar com um de violino sempre do agrado do grande público. Prestação muito positiva do cavaleiro de Faias, Pegões.
Em terceiro lugar, e também com um toiro de Canas Vigoroux, esteve David Gomes. Gostei da sua lide, uma das melhores e mais completas que lhe vi, iniciada com um bom comprido em sorte de gaiola, bem rematado. Com os curtos viajou recto para o toiro, deixando 4 farpas, a melhor a 2ª e para rematar um de violino e um de palmo no corredor.
Após a exibição das Sevilhanas e com temperatura mais amena, desenrolou-se a segunda metade do espectáculo com a actuação de António Prates frente a um Lope Branco que foi a mais. Prestação positiva com dois compridos à tira e uma série de cinco curtos que o público aplaudiu.
Em quinto lugar António Telles filho enfrentou-se com outro de Lopes Branco que foi mansote. Três compridos e uma série de 6 curtos com destaque para o bom 4º ferro, tendo optado no final por não dar volta apesar de autorizada.
Encerrou praça Tristão Ribeiro Telles, um toureiro com personalidade forte e sempre disposto a arriscar. Uma lide de boa nota ao de Lopes Branco, sempre a atacar na ferragem curta como é seu estilo e a deixar bons ferros que o público aplaudiu. Uma boa prestação em Sobral.
Para as pegas saltaram à arena os Forcados Amadores de Lisboa e de Cascais. E também aqui há a registar boas pegas de caras. Por Lisboa abriu praça Miguel Santos, à 3ª tentativa, seguido de Daniel Batalha que se fechou com raça e determinação à 1ª na pega se que seria a da sua despedida e Renato Avelar com outra boa cara ao 1º intento. Pelos Amadores de Cascais foram caras Francisco Pinto numa rija intervenção ao 1º intento, seguindo-se David Rosa, difícil à 3ª e Carlos Dias numa pega fácil à 1ª.
O espectáculo foi dirigido por Ricardo Dias, assessorado pelo veterinário José Luís Cruz e toques de cornetim a cargo de José Henriques. Abrilhantou o espectáculo a Banda Filarmónica da Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos, e há a registar as presenças de João Moura, Secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural e do eurodeputado Hélder Sousa Silva acompanhado a sra. Presidente da Câmara Raquel Lourenço.
Texto e foto: António Lúcio