Governo quer proibir Tauromaquia na RTP

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O jornal Correio da Manhã avançou hoje mais uma pedrada na Tauromaquia em Portugal: "Falta de entendimento com os organizadores e incerteza provocada pela pandemia" levará a RTP a não transmitir corridas de toiros este ano.

"Nesta fase não está prevista a transmissão de touradas na RTP", confirma ao "CM" uma fonte oficial da RTP. Segundo o jornal, a Casa do Pessoal também não irá promover este ano nenhuma corrida de toiros.

O "CM" adianta que a situação "está a preocupar as associações do sector, que mantêm no entanto a esperança de ainda chegar a acordo para a transmissão de touradas na televisão este ano".

O jornal Público vai mais longe e afirma que o novo contrato de concessão emitido pelo Governo para o serviço público de rádio e TV não irá permitir que sejam transmitidas mais corridas de toiros na RTP.

Os Contratos de Concessão definem pormenorizadamente os objetivos do serviço público e os direitos e obrigações da RTP e do Estado concedente, tanto em termos quantitativos como qualitativos, e os critérios de avaliação do cumprimento do serviço público.

O contrato de concessão da RTP foi celebrado em 2015 e tem a duração de 16 anos, sendo que deve ser revisto de quatro em quatro ou quando o Governo considerar oportuno. A revisão do contrato de concessão de serviço público da RTP entrou ontem em consulta pública até final do mês.

É do conhecimento público que os espectáculos tauromáquicos televisionados sempre deram grandes audiências aos canais de televisão mas também é sabido que a pressão anti-taurina tem tido efeito contrário junto do canal do Estado. E não esquecer que nos últimos anos, a própria desunião entre os agentes da Festa levou a várias situações caricatas que obviamente foram dando anti-corpos à RTP, como foram a situação de se querer realizar uma corrida de toiros misturada com recortadores, assim como a "tourada" de uma prevista corrida o ano passado em Monforte, em que após denúncia da ANGF sobre alegada divida do empresário, levou a RTP a retirar o apoio e a possibilidade de transmissão do festejo. Polémicas que não agradaram nada a quem fazia o esforço de organizar e manter os espectáculos televisionados.

Se já nos encontrávamos limitados em média a meia dúzia de espectáculos televisionados por ano, agora poderá ser o fim definitivo de espectáculos taurinos, num canal pago por todos os portugueses e propriedade do Estado que nos governa.

excerto da notícia publicada hoje no Público