Grave conflito para começar o ano em Espanha: Director-Geral de Direitos dos Animais ataca a Tauromaquia e quem gosta dela

 


Os dirigentes comunistas do "Podemos", amparados pela sua presença no bi-governo actual de Espanha (socialistas+comunistas), começam o ano com novo ataque à Tauromaquia, como caminho para a proibição que desejariam implantar em Espanha no que refere às corridas de toiros.

O Governo espanhol, por intermédio do Director-Geral dos Direitos dos Animais, Sergio García-Torres (afecto a "Podemos"), considerou as touradas "um negócio dos senhores da Corte" e uma forma de "controlo masculino sobre a Natureza". Disse-o na quarta-feira, 6 de janeiro, através de um artigo assinado por García-Torres no "eldiario.es".

No artigo, a tourada é rotulada como "um espectáculo que hoje é apenas uma caricatura do que foi em outra época e do qual nada resta senão a defesa de um negócio de senhores da Corte; senhores que vivem do dinheiro público de outras administrações porque, se dependessem da venda de bilhetes, já teriam desaparecido há muito tempo". O tal García-Torres afirma isso mesmo sabendo que é o espectáculo menos subsidiado de todos os que compõem o panorama da Cultura na Espanha.

A tourada, nas palavras de García Torres, “é a representação do controlo masculino sobre a natureza, algo que sem dúvida ficou para trás”, chamando-a de “um exercício de des-sensibilização ao tratamento dos animais em prol da vitória do homem". “Por alguma razão o toureiro mais aclamado ainda é José Tomás! Um toureiro mais perto do suicídio do que Curro Romero poderia supor, conhecido por suas grandes fugidas na frente do touro e suas cambalhotas para se proteger na barreira”, acrescenta o "Director-Geral dos Direitos dos Animais".

Podemos tentar encobrir, tentar fazer listas de personagens ilustres, ou não tanto, apaixonados em favor deste espectáculo; podemos dar-lhe uma página de progresso, mas, sem dúvida, são tentativas vãs de reescrever uma realidade que é inegável”, refere em outra frase o Director-Geral dos Direitos dos Animais que o governo social-comunista espanhol nomeou.

Esta personagem radical que ocupa cargo a soldo do bi-governo actual da Espanha leva tempo buscando protagonismo como uma espécie de inquisidor anti-taurino. No final do ano usou a rede social Twitter para atacar um dirigente do Partido Socialista no País Basco, que acabava de escrever um livro ("Los Toros desde la Izquierda") favorável a Tauromaquia.

Foram, Carmen Calvo (vice-presidente do bi-governo espanhol, ao qual pertence o radical García Torres!) e o deputado basco Eneko Andueza, ameaçados a 15 de Dezembro por defenderem a Tauromaquia nos seus últimos discursos: "Você pode ser expulso do PSOE", disse-lhes Sergio García Torres, via Twitter.

Ele o fez respondendo a um tweet de Andueza no qual o deputado basco apresentava seu último livro, no qual faz uma grande defesa das touradas: "A vida, como os touros, é emoção e paixão. Com todo o meu amor, queria escrever isto livro, que hoje vem à tona e que visa eliminar complexos e colocar argumentos em defesa dos nossos adeptos numa perspectiva progressista”, disse o político basco.

A isso, García Torres respondeu o seguinte: "...é muito surpreendente como actualmente a defesa das touradas pode ser argumentada desde uma visão progressista. o PSOE originalmente rejeitou este espectáculo cruel. Se Pablo Iglésias Pose (o fundador do PSOE) agora mandara no PSOE, você e Carmen Calvo poderiam ser expulsos”, afirmou o representante da formação comunista. Isto foi em Dezembro.

No dia de Reis de 2021, o Director-Geral dos Direitos dos Animais foi de novo contra a Tauromaquia publicamente, promovendo na rede social Twitter o seu artigo "anti" publicado no "eldiario.es" e atacando de novo aos que defendem a Tauromaquia : "Intentar reescribir la historia tiene las patas muy cortas. La Tauromaquia nunca fue progresista".

A Associação Parlamentar de Tauromaquia - integrada por deputados e senadores que são adeptos da Festa dos Toiro s- respondeu às palavras do "Director-Geral dos Direitos dos Animais", num meio de comunicação em que se referia, entre outras coisas, a que "a tourada não é mais que uma caricatura do que foi em outras épocas".

Diante disso, a organização pergunta se sente falta da época quando "morriam cavalos na arena" e lembram que também eram frequentes as colhidas mortais dos toureiros por falta de meios técnicos ou sanitários.

Além disso, em segundo lugar, perante a afirmação de que a tauromaquia é "um negócio dos senhores da Corte e uma forma de controlo masculino sobre a Natureza", consideram que estas declarações são "peregrinas" e se sobrepõem por si sós, embora também se lembrem que o enraizamento da Tauromaquia remonta a séculos e chega a todos os cantos de Espanha. "Depois... de Corte nada de nada, e de Senhores menos ainda, sendo sua organização algo tão natural como a manifestação lúdica inata em tradições muito arraigadas, senão as que mais de nosso país", afirmam.

Por último, recordam-lhe a Lei 18/2013, de 12 de Novembro, que declara à tauromaquia Património Cultural de Espanha, e que os poderes e organismos públicos estão obrigados a protegê-la e promover seu enriquecimento. "Logo, é evidente, por lei, que essa Direcção-Geral é obrigada a respeitar a lei e a cumpri-la. Se assim não for, exigiremos a demissão ou, eventualmente, a demissão do referido director-geral tantas vezes quantas forem necessárias, sem esquecer que a sua designação é claramente errada, já que desde Kant até ao nosso Savater, o conceito de direitos dos animais é errado ou incorrecto, uma vez que não existem outros direitos para além dos direitos humanos", referem.

Entretanto, nos meios taurinos espanhóis, sente-se a falta de uma forte reacção da chamada Fundação Toro de Lidia. De facto, uma associação de profissionais taurinos (ASPROT) tem recriminado que a Fundação não faça frente às que considera "intoleráveis" manifestações do diretor-geral e membro do bi-governo social-comunista, apontando assim o posicionamento dos profissionais taurinos espanhóis através do seguinte comunicado :

Este é o comunicado na integra:

ASPROT rechaza de manera categórica, el contenido del artículo publicado por Sergio Antonio García Torres, el vegano de Podemos colocado a dedo dentro del Ministerio de Asuntos Sociales, al frente de la Dirección General de Derechos de los Animales aparecido en el portal “eldiario.es”, y sobre sus particulares opiniones manifestamos:

1º.- La Ley 18/2013 que regula la Tauromaquia como Patrimonio Cultural del pueblo español, establece a los poderes públicos, Administración Central, Autonómica y Municipal, la obligación de conservar, proteger y enriquecer la Tauromaquia.

2º.- Los poderes públicos están conformados por los funcionarios que los integran, y son éstos justamente los llamados al cumplimiento de las obligaciones contempladas por dicha ley, entre ellos, el referido Sergio García Torres.

3º.- Las opiniones personales del director de derechos de los animales sólo pueden ser expresadas al margen del cargo que ocupa, pues de lo contrario nos encontramos ante la violación flagrante de la ley, utilizando los recursos del Estado y el marco que le ofrece el cargo, para prevalerse de ello y difundir sus rebuscadas opiniones personales contrarias al marco jurídico.

4º.- Lo que el señor García Torres opine sobre la Tauromaquia a título particular, lo puede expresar al margen de sus funciones y nunca actuando en ejercicio de las mismas. Si quiere opinar acerca de sus gustos y preferencias personales, le invitamos a abandonar el cargo.

5º.- Como no ha sido así, la conducta del citado funcionario lo coloca en situación de ser objeto de querellas que reconduzcan el derecho, infringido por quien está taxativamente llamado a respetar la ley y obligado por ésta.

6º.- En tal sentido, exhortamos a la Fundación del Toro de Lidia (FTL) como entidad con recursos económicos suficientes, aportados por todas las partes, a ejercer las acciones legales que correspondan para restituir la legalidad, contra quien incluso amenaza con producir actos legislativos para mermar la importancia del elemento del Patrimonio Cultural que está llamado a proteger.

7º.- Que las acciones de defensa de la Tauromaquia y de los profesionales que la integran que se vienen produciendo hasta ahora, y más concretamente desde el inicio de la pandemia, no han sido eficaces ni equitativas con respecto a otros sectores culturales, motivo por el cual, desde ASPROT se insta, tanto a colectivos del sector como a profesionales a título individual, a alzar la voz en defensa de los derechos constitucionales que nos asisten y que vienen siendo vulnerados flagrante y continuamente.



Texto: Eugénio Eiroa
Imagem: DR/Arquivo - Sergio García-Torres 



Eugénio Eiroa Franco é um jornalista espanhol natural de Cangas do Morrazo, Pontevedra, na Galiza. Reformou-se recentemente e criou um jornal digital chamado “Rias Baixas Tribuna” que acompanha a actualidade do norte de Espanha e de Portugal; um trabalho editorial suportado do seu bolso e do seu amor ao jornalismo. Foi a 25 de Julho de 2001, o fundador do NATURALES - Correio da Tauromaquia Ibérica.