A história é escrita apenas por quem ousa querer escrevê-la.
Após a tarde de ontem, 2 de Junho, em Coruche, é precisamente isto que me apraz dizer. Uma empresa que acreditou e um toureiro que se fez mestre e mostrou que quem ousa escrever história, ousa fazer parte dela.
Para com o João Ribeiro Telles fazerem história, estiveram em praça os Amadores de Montemor e Amadores de Coruche, medindo forças com os exemplares Guiomar Cortes Moura, Palha, Murteira Grave, Passanha, Vale Sorraia e David Ribeiro Telles.
Quanto às reses bravas e respectivo comportamento, pouco há a dizer. Dar nota essencialmente da estampa de toiro com que a ganadaria Vale Sorraia brindou o público da monumental coruchense, sendo, a meu ver, o melhor dos seis toiros da corrida.
Quanto às lides de João Ribeiro Telles, julgo de menor importância referir uma a uma. O toureiro andou bem, reinventou-se, mostrou o seu toureio e a qualidade da sua quadra. Dar especial nota para os primeiros curtos com o cavalo Equador no segundo toiro da tarde, e toda a última lide a cargo do Ilusionista, aqui sim, onde o Ginete armou a “bronca” e rematou a tarde como manda a sapatilha.
Nas ramagens, como previsto, uma vez que estavam em praça dois dos melhores grupos nacionais, houve actuações assertivas e de competência dos grupos nos vários momentos da pega. Dar um saúdo especial ao Grupo de Montemor que celebra este ano 80 de existência e que é sem dúvidas, o Grupo que mais completo está em praça actualmente. Pegaram esta tarde pelos Amadores de Montemor os forcados, João Da Câmara, Vasco Ponce e Francisco Borges, todos à primeira tentativa. Pelos Amadores de Coruche, pegaram João Prates Ferreira, Fábio Casinhas e António Tomás, sendo todas consumadas à primeira tentativa excepto a de João Prates.
Ginja, ficaste na história. Obrigado por ter assistido.
Francisco Potier Meireles