E Sevilha ressuscitou por Espartaco

NATURALES
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espartaco porta principe
 

Foi Domingo de Ressurreição, e em Sevilha ressuscitou uma afición perdida no meio de uma quezília que serve a todos menos à Festa dos Toiros.  Quando um grupo de toureiros de elite, figuras das que mandam, e uma empresa taurina, não encontram um caminho para o bem e interessa da afición, vem um Senhor Toureiro explicar-lhes que a Tauromaquia não tem idade, não tem cores, não tem vontades...tem sim Sentimento e Pureza.
 
Juan António Ruiz "Espartaco" estava desde 2001 retirado das arenas, pese embora fosse matando o bichinho nalgum Festival. Mas quando a empresa da Real Maestranza lhe fez o convite de voltar a brilhar de 'luces', a cabeça e o coração balançaram... E pese embora a condição física, a idade, a família que lhe pediu que se deixasse estar quieto, o toureio foi mais forte, o toureiro impôs mando, e Espartaco regressou por um dia ao traje de ouro, para nessa mesma tarde cortar a coleta pelas mãos de seu pai e seu filho.
 
Sevilha encheu! Esgotou!! Sem G4's ou G5's... Sevilha não precisa de números, Sevilha precisa de Toureiros! E teve-o e rendeu-se. Para mais na assistência o duende sevilhano, Curro Romero, cuja benção após brinde de Espartaco, elevou ainda mais as emoções das bancadas.
Um troféu em cada faena e Espartaco abriu as Portas do Céu, que é como quem diz, a Porta do Príncipe em Sevilha...por onde foi levado como um Senhor, em autêntico ambiente de agradecimento e devoção...pelas calles sevillanas...
 
Lidaram-se toiros de Juan Pedro Domecq, bem apresentados no geral, nobres mas de pouca força.
Espartaco, orelha e orelha; José María Manzanares, silêncio e ovação; Borja Jiménez, tirou a alternativa, silêncio e orelha.