A palavra aos...

NATURALES
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Por: Vítor Besugo


FORCADOS
HOJE: Ricardo Castelo (Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca)

Depois de uma série de mini-entrevistas aos empresários que mais se destacaram esta temporada, agora uma nova série de  mini-entrevistas, desta vez aos últimos romântincos da festa. O NATURALES colocou cinco perguntas aos cabos dos cinco primeiros Grupos de Forcados do "Escalafón" de 2010.
"A Palavra...aos Forcados!"



Ricardo Jorge Guilherme Castelo, assumiu o comando do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira no dia 6 de Outubro de 2009, é o seu 17.º cabo, e  tem conseguido manter o seu Grupo no topo do "escalafón", e o reconhecimento público como um  dos melhores grupos  a executar esta arte bem portuguesa.
No ano de 2010 este grupo marcou presença em 23 espectáculos com 74 toiros pegados. Foram utilizados 33 forcados cuja média de idades ronda os 25,4 anos.
Ricardo Castelo, respondeu às 5 questões que o NATURALES lhe colocou.


"Voltamos a mostrar, dentro e fora da praça, que são nos grandes desafios que o Grupo de Vila Franca gosta, quer e deve estar e, é com grande sentido de responsabilidade que os aceita."


1. Que balanço faz da temporada 2010 para o vosso grupo?

A temporada 2010 foi bastante positiva tendo em contas o número de espectáculos em que actuamos. Pegamos 23 espectáculos, corridas e festivais, tal como no ano anterior, o que é um número inferior aos objectivos e, tendo em conta a Historia e, quantidade e qualidade dos forcados podemos pegar maior número de corridas.
Tivemos corridas duras e sérias onde o Grupo correspondeu com grande qualidade e onde ficaram bem mostradas a experiências dos forcados da cara e a coesão do Grupo a ajudar.

 
2. Quais considera os vossos maiores triunfos?
Lembro-me facilmente de várias corridas onde o Grupo triunfou. A corrida dos “Vale Sorraia” em Maio em Vila Franca onde pegamos 3 toiros sérios à primeira com boas pegas e muito completas. A corrida do colete encarnado com 4 toiros “Oliveira Irmãos” que não vieram para facilitar e o Grupo teve que se aplicar durante toda a tarde. Em Samora com os Imponentes “Silvas”, na Nazaré com uma corrida onde tivemos pela frente 3 brutos Prudêncios, a eficiência em Abiúl e, perante os “Grandes” Campos Peña na Moita voltamos a mostrar, dentro e fora da praça, que são nos grandes desafios que o Grupo de Vila Franca gosta, quer e deve estar e, é com grande sentido de responsabilidade que os aceita. 

3. Infelizmente os forcados sofrem na pele a dureza dos toiros, houve lesões graves de forcados do vosso grupo? Se sim, de que tipo e como se encontram os forcados?
Este ano, graças a Deus, tivemos algumas corridas sérias e as consequências não foram, de uma forma geral, graves. Apenas o Diogo Pereira, no inicio da temporada em Alcochete sofreu uma fractura do perónio junto ao pé, mas recuperou ainda durante a corrente época.

4. Como vê o momento actual da forcadagem nacional?

Actualmente acho que há muitos grupos e que isso retira qualidade de uma forma geral, ou seja, há grupos como o de Vila Franca que tem como objectivo e, podia pegar 30 corridas e cerca de 100 Toiros por ano e não pega porque há muitos grupos a pegar menos de 5 corridas o que retira contacto e rodagem a grupos que querem, gostavam e têm Historial e condições para o fazerem.
Nos toiros a confiança e a rodagem são fundamentais para se atingir o máximo de rendimento e de qualidade dos forcados da cara e dos ajudas e, com a situação actual da Festa isso não é permitido.

5. Desejos para 2011?
Estar presente em maior número de corridas e ter desafios importantes para mostrar bem a qualidade do Grupo de Vila Franca. Continuar a estar presente nas Feiras importantes onde temos estado nos últimos anos e ter a oportunidade de abrir mais portas.
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