ARENA D´ÉVORA
FESTIVAL DE BENEFICÊNCIA A FAVOR DA A. P.C. E
FESTIVAL DE BENEFICÊNCIA A FAVOR DA A. P.C. E
Novamente os homens dos toiros estiveram presentes em mais uma jornada de solidariedade agora na Catedral do Forcado e a favorAssociação de Paralisia Cerebral de Évora. Foi há pouco em Beja, foi desta vez na Capital do Alto Alentejo.
Numa altura em que tanto se receia pela falência do Estado Social é bom que se registe, para Memória Futura, que ainda há gente que arrisca a vida em prol do bem comum e muito especialmente daqueles para quem a ironia do destino foi madrasta logo à partida.
Casa com uma assistência a rondar os 4/5 sinal, de que a nossa aficion e o público em geral sabem apreciar as boas causas e aqueles que, desinteressadamente, lutam por elas.
Que os detractores da Festa de Touros meditem um pouco nisto.
Que os detractores da Festa de Touros meditem um pouco nisto.
Eram precisamente 17 horas quando soou o cornetim para que se desse inicio às cortesias em que participaram os Cavaleiros Joaquim Bastinhas,Vítor Ribeiro, Pedro Salvador, Manuel Telles Bastos, Salgueiro da Costa, Maria Mira e Manuel Vacas de Carvalho e os Grupos de Forcados Amadores Montemor, Évora e Portalegre sendo os novilhos gentilmente cedidos pelas Ganadarias de Manuel Coimbra, Lopes da Costa, Passanha, Rio Frio, Veiga Teixeira, Santamaria e Pégoras.
Iniciou a função Joaquim Bastinhas a quem coube lidar o exemplar de Manuel Coimbra, que cumpriu, e permitiu que o ginete estivesse ele próprio, em actuação movimentada, com dois compridos a cumprir e nos curtos sendo destacar os terceiro e quarto. Terminou com a marca da casa : ferro de palmo e par a duas mãos.
Para Vítor Ribeiro saiu o Lopes da Costa, colorao de pelagem, solto, a procurar por todos os cantos um buraco por onde se pudesse escaparpara o campo. O cavaleiro de Almada deixa-lhe um primeiro comprido a despertar e um segundo bom com entrada de frente. Muda de montada procura interessá-lo no cavalo desenvolvendo lide muito ligada a ele o que lhe permitiu transformar um toiro aparentemente manso num exemplar que veio a cumprir muito bem, e lhe permitiu apontar quatro curtos de muito boa nota, sendo o último primoroso por der dado primazia àarrancada do oponente, cravando ao estribo e rematado por dentro. Assim se toureia a sério sem ser preciso recorrer aos números de circo para se obter o êxito.
Pedro Salvador teve pela frente o Passanha a quem apontou dois compridos de muito boa nota. Muda de montada e, nos curtos, entrou de frente, fez a batida ao piton contrário desenvolvendo lide em que conseguiu perfeitamente intercalar a sobriedade do clássico português com a alegria do rejoneio. Não percebemos por que não o vemos mais nos nossos cartéis.
Telles Bastos desenvolveu, em Évora, lide superior. Se esteve bem nos compridos em que entrou de frente cravando em su sítio, esteve irrepreensível nos curtos com quatro ferros de grande nível com entradas de frente, fazendo a batido ao piton contrário e rematando como mandam as leis.
Salgueiro da Costa não foi feliz em Évora. O Veiga Teixeira que lhe coube no sorteio recarregava forte e depois de o ter avisado logo de início, pregou-lhe um forte encontrão que podia ter tido muito piores consequências não fora a sorte de à segunda o ter posto no lugar. Finalmente, numa atitude que consideramos de afronta ao Director de Corrida, e de que francamente não gostámos, e depois de este, e muito bem, lhe ter negado a cravagem de mais um ferro voltou a citar e simulou a cravagem.
Da ganadaria de Santamaria veio o mais pequenote de todos que coube a Maria Mira que mais uma vez nos voltou a impressionar pela positiva. Bem nos compridos, foi nos curtos que demonstrou todo o seu sentido toureiro sendo de destacar o segundo e terceiro pela boa execução, com cites templados em passo espanhol, e com entradas de frente. Calma, sem pressas, esteve bem, precisando no entanto um pouco mais de chama para chegar com mais força às bancadas. De salientar um pormenor que devia servir de exemplo a muitos consagrados, não jogou, que nós vissemos, uma única vez a mão direita às rédeas.
Manuel Vacas de Carvalho teve pela frente um Pégoras com muita pata ecom o qual teve algumas dificuldades pois está, em nosso entender, ainda com alguma falta de rodagem. Mas como tem um bom Mestre, se souber interiorizar os seus sábios ensinamentos e afinar um pouco mais a mão poderá lá chegar.
Os Homens da Jaqueta de Ramagens não tiveram tarde complicada estando na frente por Montemor João da Câmara à primeira em pega à córnea e a dupla João Maria Santos e Francisco Rodrigues numa cernelhaem que tudo saiu bem. Muita decisão no momento da entrada e uma muito meritória acção de um dos campinos que, matendo-se na cara do toiro e a rodar para a esquerda, impediu que este, num hipotético contra-golpe, pudesse despejar o cernelheiro. Assim se pega de cernelha. E nós que já aqui temos criticado algumas destas actuações somos os primeiros a aplaudir quando as coisas saem perfeitas. Finalizou a actuação do Grupo Tiago Carvalho igualmente de primeira em intervenção pouco ortodoxa.
Por Évora foram solistas João Leitão, à primeira, em pega à barbela e Jorge Vacas que consumou à terceira, fechando-se à barbela, embora nitidamente inferiorizado pelas duas primeiras tentativas.
Por Portalegre foram caras Francisco Peralta de primeira e à barbela e André Neves do mesmo modo.
Dirigiu a corrida o Senhor Pedro Reinhard, assessorado pelo Dr. João Infante, tendo como cornetim José Henriques e estando a embolação a cargo de José Paulo.
Um reparo final, a organização só lembrou que havia uma aparelhagem sonora na praça a partir da lide do terceiro exemplar.