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    SALGUEIRO VENCE 7.º TROFÉU JOÃO BRANCO NÚNCIO

    Crónica de:
    Prof. Sebastião Valente
    Reportagem Fotográfica de:
    Vitor Besugo




    Depois de seis edições na Praça de Alcácer do Sal o Sétimo Troféu João Branco Núncio teve no passado dia 24 , pela primeira vez, lugar na Arena de Évora.
    Compunham o cartel, que resultou de votação pública, João Moura, João Salgueiro e João Teles Jr. estando as pegas a cargo dos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e Évora comandados respectivamente por Diogo Sepúlveda e Bernardo Patinhas. Os toiros bem apresentados e a cumprirem na generalidade, com a Divisa Azul e Vermelho pertenciam à ganadaria Passanha, com solar na Herdade da Pina.

    O primeiro a romper praça com um 6 na espádua e anunciado com 660 quilos de peso, negro de pelagem permitiu a João Moura desenvolver lide a seu jeito. Começou por dobrar-se com ele no centro de arena deixando-lhe os compridos da ordem em sortes à tira. Muda de montada, traz o Merlin, e, nos curtos, desenvolve lide em crescendo com ferros com entrada ao piton contrário rematados com vistosos ladeios na cara do oponente. Termina com um ferro de palmo muito aplaudido.
    No seu segundo, este com 560 quilos, igualmente negro como é timbre deste ferro e igualmente de 2006 o Ginete de Monforte esteve menos bem, apontando dois compridos vulgares e iniciando os curtos com um primeiro algo descaído e, embora tenha melhorado nos seguintes, não conseguiu atingir o nível da primeira actuação pelo que, muito honestamente, e numa atitude que só dignifica quem a pratica recusou a volta à arena.

    Salgueiro, que viu o seu primeiro saltar duas vezes seguidas a trincheira ficando quase desembolado e ter que recolher aos currais para corrigir a situação, acabou por lidar em primeiro lugar aquele que lhe estava destinado para a segunda lide.
    Neste, negro bragado meano e igualmente com quatro anos cumpridos, inicia a faena com dois compridos à tira de boa nota, muda de montada apontando uma série de curtos com entradas de frente rematadas com vistosas piruetas e em que nos ficou na retina, especialmente, o segundo a fazer a paradinha , entrando ao piton contrário e cravando ao estribo de alto a baixo. Faena de bom nível esta do ginete de Valada do Ribatejo.
    No seu segundo, quinto da ordem, o tal saltitão com 615 quilos de peso , a tender para o manso e tapar-se no momento da reunião, Salgueiro desenvolve a lide possível terminando a sua actuação com um sesgo quando o toiro já tinha, deliberadamente, renunciado à luta procurando o refúgio das tábuas.

    João Teles Jr. recebe o seu primeiro, com 560 quilos, em sorte de gaiola deixando-lhe de seguida dois ferros compridos em sortes à tira e de seguida nos curtos, com o Rio Frio, está algo irregular, embora crescendo de tom e terminando a série com um quarto ferro de boa nota e rematando a lide com um palmito.
    No seu segundo, o mais jovem ginete da Torrinha, esteve muito bem nos compridos em que destacamos o segundo pois deu primazia à arrancada do touro. Nos curtos esteve em bom nível com entradas de frente rematadas com alguns adornos. Lide em crescendo rematada com a marca da casa, um violino e um ferro de palmo.

    Por Santarém estiveram na cara Luís Sepúlveda à primeira em pega fácil, João Góis à terceira com ajudas carregadas e António Imaginário também à terceira depois de nas duas primeiras tentativas ter suportado violentos derrotes e o grupo não ter estado bem a ajudar.

    Por Évora, foram solistas o Cabo Bernardo Patinhas, à primeira, em pega à córnea e em que o grupo esteve muito bem a ajudar, António Moura Dias também ao primeiro intento e igualmente de primeira José Miguel Martins.

    Dirigiu a Corrida o Senhor Barrocal, auxiliado na parte técnica pelo Dr. Salter Cid e tendo como cornetim o conhecido José Henriques.
    A embolação esteve a cargo de José Paulo.

    No final o júri constituído pelos Senhores Simão Comenda, António Mexia de Almeida e José Núncio atribuiu o Troféu ao Cavaleiro João Salgueiro sob alguma contestação de uma parte do público presente.