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    Quando contar uma lide é criar uma História

    Do Gabinete de Imprensa da cavaleira Sónia Matias recebemos o seguinte apontamento:


    Sónia Matias no Alandroal, uma história agradável numa lide de entrega

    Era uma vez o Alandroal, o tal concelho a que muitos chamam dos 3 Castelos, que levou à sua praça de toiros uma princesa. Vinda de um desses castelos, rompeu na noite agradável que se fazia sentir, montando um cavalo e trazendo consigo a garra e a arte que rende sempre o público, numa praça que estava cheia.

    A princesa que falamos é Sónia Matias, o cavalo que montava poderia ser o Zebedeu, o Sultão ou o “pequeno” Atrevido, que nada teme e que é tão ou mais vaidoso que a própria princesa.

    Este poderia ser o inicio de uma qualquer história para crianças ou adultos mas acima de tudo para os muitos aficionados e admiradores do extraordinário trabalho que a cavaleira Sónia Matias tem vindo a fazer esta época. Num ano de comemorações.

    Saiu-lhe em sorte um toiro da Ganadaria Casa – Avó, e que pouco ou nada tinha para que com ele, a cavaleira e os seus cavalos pudessem realizar uma faena digna de uma praça cheia.

    A verdade é que Sónia conseguiu tirar ao toiro o que o toiro não tinha. De sorriso fácil e olhar determinado a cavaleira tirou para os ferros compridos o cavalo Zebedeu, cravando dois bons ferros, de salientar o segundo, pela frontalidade e técnica com que enfrentou o toiro.

    De seguida e para os ferros curtos, Sónia tirou o cavalo Sultão, aquele cavalo oponente e majestoso que ilumina o olhar de qualquer um que o veja afrontar o seu oponente. Diríamos nós que o Sultão é um cavalo digno de uma princesa, e como tal desempenhou o seu papel de forma elegante e com classe, permitindo à cavaleira cravar três ferros curtos de bom registo.

    No final da faena, já a música acompanhava o bailado, Sónia tirou o cavalo Atrevido para com ele terminar a dança que o público já pedia à medida que a faena se desenrolava. Aquele “pequeno” grande cavalo encheu de emoção a lide, desenhando excelentes bregas. Com ele Sónia cravou um ferro de violino e uma rosa. Depois o público fez de sua justiça e não permitiu que o bailado terminasse, pedindo à cavaleira que cravasse outra rosa, mas com sorte de violino. E assim foi…e assim a faena que parecia rendida a um toiro que nada tinha, transformou-se numa faena de garra, vontade e entrega.

    Bem sabemos que Sónia Matias é mesmo assim e esta é a sua atitude de sempre, quer os toiros sejam fáceis ou difíceis, mas a verdade é que por vezes assistimos, como aconteceu no Alandroal, a uma cavaleira que tirou de um toiro tudo aquilo que o toiro não tinha. Ninguém nos contou, vimos nós e viu o público que a aplaudiu em pé.

    E da nossa princesa, que saiu de um dos 3 castelos do concelho do Alandroal, pouco ou mais nada podemos dizer ou escrever. Foi mágica, foi valente, foi decidida e soube dar um final feliz à lide ou seja à nossa história. E depois de mais esta noite de Verão e depois de levar consigo os seus cavalos e de ter entrado num castelo qualquer, já podemos dizer que Sónia Matias não foi princesa no Alandroal… mas sim uma rainha.