Seis madames mal-educadas > un lector de O MIRANTE nos cuenta su "aventura" en los Toros

NATURALES
Publicado por -
Fui com a família à corrida de toiros em Santarém, integrada nas festas de S. José. Chegados à praça verifiquei que os nossos lugares estavam ocupados por madames que, tendo bilhetes de 5 euros se tinham achado com direito a saltar o muro e a sentarem-se nos de 10. Veio o funcionário da praça e não conseguiu demover as ditas madames a irem para os seus lugares. Veio a polícia e a história repetiu-se. Ao mau comportamento das madames, juntou-se a falta de autoridade que se exigia aos elementos da polícia. Para compor o ramalhete e seguindo o mau exemplo das madames, uma centena de espectadores também saltou o muro e avisou que só sairia dali se as ditas madames também saíssem. E assim quem foi embora foi o polícia e o arrumador e ficámos todos na paz do Senhor.

Fiquei com a triste certeza que a aparência nada tem a ver com educação. Ficou demonstrado que não temos autoridade para mostrar às madames que além de não terem o direito de estar ali também tinham o dever de não entrar para lá, quanto mais permanecer depois de avisadas pelos responsáveis. Ficou provado que somos as Marias que vão com as outras. Afinal, seis mal-educadas transformaram, em cinco minutos, mais duma centena que pareciam ser bem-educados em arruaceiros de trazer por casa.

Lembro-me que, em criança, quando pretendia ir brincar para sítios onde não podia e argumentava que havia outros lá estavam, a minha saudosa mãe me perguntava: “Se eles se mandarem para dentro dum poço também vais?”. É decepcionante a ligeireza com que lidamos com direitos, deveres e com o respeito por quem está sentado ao nosso lado.

Já agora, parabéns á forcadagem. Saíram por cima.
Manuel Carapinha
Tags: