O MIRANTE premia los valores que concurren en la figura del cavaleiro de Tomar : Rui Salvador, personalidade do ano

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Manifestar reconhecimento público a pessoas que se evidenciaram pela nobreza do seu carácter e pela excepcionalidade das suas acções é o grande objectivo da iniciativa de O MIRANTE denominada Prémios Personalidade do Ano que teve a sua primeira edição em Fevereiro de 2006. Este ano O MIRANTE vai entregar os prémios, no próximo dia 11 de Fevereiro, no Cine-Teatro de Ourém. QuimZé Lourenço aquece o serão com canções do poeta José Carlos Ary dos Santos, uma personalidade indiscutível e eterna da poesia portuguesa.
Aos 45 anos, Rui Salvador sente que ainda tem muito para dar à tauromaquia nacional. Cavaleiro que tem sabido manter-se como figura de destaque da tauromaquia, Salvador completou em 2009 os seus 25 anos de alternativa. É uma pessoa que não esquece quem o ajuda, nomeadamente os amigos com quem aprendeu e aprende. Tem no coração figuras da festa brava com José Mestre Baptista, João Moura e Gustavo Zenkl.
Natural de Lisboa onde nasceu a 1 de Janeiro de 1965, cedo se habituou a caminhae para Tomar onde os pais tinham uma quinta. Começou como cavaleiro aos 11 anos, apresentando-se em público na parca de Vila Nova da Barquinha. Fez a prova de cavaleiro praticante em 19 de Abril de 1981, em Tomar. E três anos depois, a 9 de Agosto de 1984 entrou na arena do Campo Pequeno (Lisboa) para a cerimónia de alternativa.
Levanta-se diariamente por volta das nove da manhã e gosta de se deitar tarde. Durante o dia anda pela Quinta do Falcão com botas de montar e roupa de trabalho. Aproveita as noites para pôr os papéis em ordem no escritório porque é quando está sozinho e mais concentrado. Viaja frequentemente entre Lisboa, onde a mulher trabalha como gestora e onde estudam os filhos, e Tomar. Anda sempre com malas de roupa de um lado para o outro. Já esteve mais longe o desejo de fixar a família definitivamente em Tomar.
Estudou em Lisboa no Liceu Francês, fez o primeiro ano do curso de Arquitectura no Porto e fez os restantes quatro em Lisboa, cidade que diz adorar. Com jeito para o desenho, ou não fosse arquitecto, é ele que desenha os seus trajes de cavaleiro que enverga quando entra em praça.
Empenha-se com paixão na manutenção da praça de toiros de Tomar que tem o nome do seu pai, José Salvador, cumpre religiosamente a tradição de organizar anualmente a corrida do emigrante. E agora está empenhado em criar a primeira escola de toureio a cavalo no país, projecto que iniciou no ano passado. - O MIRANTE