LISBOA-PONTEVEDRA (NATURALES, Correio da Tauromaquia Ibérica) .- Ha sido nuestro buen amigo, el excelente taurino, Alberto Franco, quien en este 11 de febrero nos ha recordado la figura del inolvidable Manuel dos Santos. Lo ha hecho en su "A Festa Mais Culta", excelente blog de crítica y divulgación taurina. Y lo ha hecho con estas referencias :
Manuel dos Santos nasceu há 85 anos
Assinala-se hoje, 11 de Fevereiro, o 85º aniversário do nascimento daquele que foi o mais popular matador de touros português e figura de destaque no panorama taurino mundial da década de 1950: Manuel dos Santos.
Originário de uma família da Golegã com fortes tradições tauromáquicas -um avô e dois tios tinham sido bandarilheiros-, cedo manifestou vontade de se afirmar nas arenas. Depois de aprender os rudimentos do toureio com Patrício Cecílio, antigo toureiro amador da Golegã, Manuel dos Santos principiou a sua carreira como bandarilheiro, em 1943. Três anos depois decide enveredar pela senda de novilheiro, fazendo a sua apresentação pública em Espanha a 26 de Junho de 1947, em Badajoz. As três orelhas e o rabo que cortou nessa corrida são o passaporte para uma série de seis actuações na Monumental de Barcelona, que o projectam com força no país vizinho.
A 14 de Dezembro de 1948 toma a sua primeira alternativa na praça El Toreo, na Cidade do México, mas sofre uma gravíssima colhida, que o coloca entre a vida e a morte. Recupera, renuncia à alternativa mexicana e vem a doutorar-se em Sevilha, a 15 de Agosto de 1948, apadrinhado por Chicuelo. Num crescendo de êxitos, Manuel dos Santos é o líder do escalafón da temporada de 1950, com 93 corridas toureadas, em Portugal, Espanha, França, México, Venezuela e Colômbia. Corta nessa temporada 46 orelhas e nove rabos.
Em Portugal, esgota praças e compete acesamente com Diamantino Vizeu. O país divide-se em manuelistas e diamantinistas, naquela que foi a época de ouro do toureio a pé entre nós. Manuel dos Santos foi também imensamente popular no México, mercê dos grandiosos triunfos que ali alcançou. A 29 de Janeiro de 1950, na Monumental do México, conquista a prestigiosa «Rosa de Ouro de Guadalupe», em competição com Luís Castro El Soldado e Silvério Pérez. Pelo ruedoasteca passeou nessa tarde Manuel dos Santos um total de quatro orelhas e dois rabos. A 1 de Abril do ano seguinte, toureia três corridas num só dia, mano-a-mano com Carlos Arruza, nas praças de Morélia, Cidade do México e Acapulco.
Atingido por sérias lesões nos joelhos, Manuel dos Santos despede-se pela primeira vez do toureio em 1953, numa histórica corrida realizada no Campo Pequeno. Reaparece em 1960 e, entre triunfos e colhidas, mantem-se no activo até 1963. Depois de abandonar as arenas dedica-se de alma e coração ao empresariado taurino, explorando o Campo Pequeno e um importante conjunto de praças portuguesas. Como empresário, é recordado como o mais dinâmico e aficionado que Portugal conheceu. Vítima de acidente de viação, o Lobo Português, como os mexicanos o baptizaram, vem a morrer em 17 de Fevereiro de 1973.
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PASODOBLE "olé, Manuel dos Santos!", con la BANDA DO SAMOUCO
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PASODOBLE "olé, Manuel dos Santos!", con la BANDA DO SAMOUCO
