Fernando Palha y Mario Coelho hacen balance del 2009 y formulan deseos en el nuevo año

NATURALES
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LISBOA-PONTEVEDRA (NATURALES, Correio da Tauromaquia Ibérica & O MIRANTE) .- Una vez más, O MIRANTE, nuestro querido jornal ribatejano de tanto prestigio -el mayor y más importante de Portugal- nos aporta noticias y opiniones relevantes en el territorio de la Festa Brava.

Fernando Palha alegrou-se com a partilha
de pelouros em Vila Franca de Xira
2009 foi um ano “pobrezinho” 
para a tauromaquia portuguesa
Sentado numa poltrona, a pouca distância da lareira, Fernando Palha, ganadeiro de Vila Franca de Xira, recorda 2009 como um “ano pobrezinho”. A tauromaquia portuguesa tem sido invadida por “novas modas espanholas” e Fernando Palha, 77 anos, não aprova as novas tendências. “Está-se a cair numa coisa completamente errada, que vem de Espanha e que se chama o toiro monstruoso. Anunciam-se toiros em cartazes com mais de 500 quilos. Mas isso está errado. O toiro não se vende ao quilo nem ao metro. O toiro tem de ser um atleta e não um obeso. Foi um mau ano para a tauromaquia”, lamenta.
“Enquanto aficionado também foi um ano triste, houve muitos meninos prodígio que me decepcionaram imenso. São más cópias dos seus pais e avós. Não foi uma temporada que me deixe saudades”, refere. O ganadeiro recorda 2009 como um ano marcado pelo desemprego e falência de empresas. “Acho que estamos iguais ou piores do que no início da República. Perdeu-se a vergonha, o sentido da honra, a dignidade e agora até se perdeu o dinheiro”, ironiza.
Para Fernando Palha a melhor notícia do ano foi a partilha de pelouros na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, anunciada em primeira mão pelo jornal O MIRANTE. “Acho que a política é a arte de mentir com alegria e tenho horror à mentira. Mas sinto que as coisas só na mão de um partido não têm grande jeito. Penso que esta dispersão de pelouros pode ser muito positiva para todos se o souberem aproveitar, mas este ano o dirá”, conclui. O ganadeiro deseja que no novo ano o clima económico e social melhore. “Para chegarmos ao final do ano e ouvirmos o Presidente da República falar de uma maneira”, ao contrário do que aconteceu o ano que passou, remata.
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O toureiro Mário Coelho gostaria de ver 
nascer em Vila Franca de Xira uma universidade
Um brinde ao novo ano com desejo de melhor saúde e educação
O toureiro Mário Coelho, 73 anos, entrou no novo ano cheio de esperança de que a situação económica melhore para a população do concelho de Vila Franca de Xira e para todos os portugueses em geral. “O desejo que formulei para este novo ano foi o de que ocorresse um milagre que acabasse de vez com esta crise que assola tantas famílias do concelho e leva algumas pessoas ao limiar da pobreza”, afirma.
O maestro que privou com personalidades como Orson Wells, Ava Gardner ou Hemingway diz que em 2010 gostaria de ler boas notícias no jornal. “Para começar bem 2010 gostava de ler a notícia de que a saúde tinha melhorado no concelho, bem como a educação, que para mim são dois alicerces para o futuro de toda esta região. Em função disso gostava de ver criada aqui uma Universidade e já agora que o novo hospital desse algumas garantias de bom funcionamento aos utentes”, destaca.
Para Mário Coelho o ano que passou não deixa quaisquer saudades. “Porque fica marcado essencialmente pelo empobrecimento das famílias e pelo crescente desemprego que se originou devido à crise económica”.
Por outro lado as notícias que mais marcaram o toureiro em 2009 dizem respeito ao falecimento de colegas da profissão. “O ano que passou fica marcado pelo desaparecimento precoce do Zoio e do Chamaco”, diz emocionado. O cavaleiro tauromáquico José João Zoio faleceu aos 59 anos, no dia 1 de Setembro de 2009, vítima de ataque cardíaco e a notícia apanhou o amigo desprevenido. Passados dez dias, faleceu também o antigo matador de toiros, António Borrero Morano “Chamaco”, aos 74 anos, vítima de doença