Hermosa noche en S.Manços, reivindicación por todo lo alto de la indispensable figura del forcado...

NATURALES
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S. MANÇOS / ALENTEJO ( Crónica e fotografías de VITOR BESUGO, enviado especial de NATURALES, CORREIO DA TAUROMAQUIA IBERICA )
A vila de S. Manços recebeu na noite de 29 de Agosto a Corrida de Toiros comemorativa do 25.º aniversário da Praça de Toiros “José Jacinto Branco”. Praça cheia e um calor intenso na noite de Festa do Grupo de Forcados Amadores de S. Manços, com 72 forcados fardados e muitos na bancada para testemunharem a passagem de comando do Grupo de Rui Piteira para Joaquim Branco.
Comecemos então pelos forcados, quanto a nós os grandes triunfadores da noite, principalmente pela excelente prestação dos forcados de caras, tendo realizado cinco pegas á primeira tentativa e uma á segunda.
Abriu praça o forcado Nuno Pitéu com a particularidade dos segundas ajudas serem os anteriores cabos, Piteira e Carvalhinho, na que seria a ultima intervenção de Rui Piteira como cabo. Seguiu-se Joaquim Branco com outra rija pega, onde o toiro rompeu pelo grupo até as tábuas e o forcado aguentou vários derrotes para concretizar com valentia, após dar merecida volta, Joaquim Branco recebeu a Jaqueta de Cabo dos Amadores de S. Manços das mãos de Rui Piteira.
Seguiram-se João Valadas e António Carretas que concretizaram sem problemas as terceiras e quartas pegas do Grupo. Pedro Fonseca realizou a única pega ao segundo intento, onde aguentou um derrote seco e alto do toiro. Finalmente, fechou com chave de ouro a actuação dos Amadores de S. Manços na sua terra, o forcado Pedro Oliveira (Foscas), que brindou a José Conceição “Bufa” e esteve irrepreensível numa pega rematada pelo rabejador Francisco Alexandre, antiga gloria deste grupo.
Na arte marialva, Luís Rouxinol tentou andar sempre ligado ao toiro, com uma boa brega e cravou com acerto, terminando a sua actuação com um violino e par de bandarilhas a duas mãos. No final da corrida o Jurí atribuiu ao cavaleiro de Pegões o prémio para melhor lide a cavalo.
Tito Semedo andou a gosto, deixou a ferragem acertada e limpa, com os ferros a ser colocados em sortes frontais com leve batida ao píton contrário.
Marco José deixou a montada sofrer vários toques, ainda assim deixou ferros do agrado do público, como foram os violinos em sortes frontais.
Sónia Matias teve uma lide em crescendo, mais serena que é habitual, conseguiu bons momentos de toureio. Culminou a sua actuação a cravar uma rosa.
Ana Batista teve uma actuação claramente de menos a mais. Após uma aparatosa queda no início da lide, Ana voltou com ganas de triunfar, e conseguiu superar-se, terminado com um palmito de boa nota.
A praticante Ana Rita, mostrou garra, andou esforçada, mas nota-se a falta de tarimba, ainda assim o público reconheceu a sua entrega.
Os toiros de Fernandes Castro saíram bem apresentados, com alguma nobreza, mas a transmitirem pouco para os tendidos. De salientar ainda a demora destes a entrar para os curros o que quebra sempre o ritmo da corrida.
Dirigiu o espectaculo o Sr. Ricardo Pereira, assessorado pelo médico veterinário Dr. João Infante com embolação a cargo da equipa de Gastão Miguéns.
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