VR - Já toureei em Espanha, França e até nos Estados Unidos da América e as coisas correram bastante bem, mas este ano optei por tourear só em Portugal. A temporada está a correr bem. Recentemente eu e a minha equipa triunfámos nos Açores. Ganhámos o prémio da melhor lide da ilha Terceira, também uma feira bastante importante. A aficion naquela ilha é bastante grande e deu-me uma alegria muito grande ter participado lá nas corridas.
JA - E o que espera até ao final da temporada?
VR - Tenho os meses de Agosto e Setembro muito preenchidos. São os dois meses mais fortes da temporada, em que tanto o toureiro como a quadra de cavalos têm de dar o seu melhor. Tenho de estar fisicamente e mentalmente bem preparado para aguentar o número de corridas significativo que há durante estes meses. Mas acima de tudo espero que a temporada me continue a correr o melhor possível. Praticamente todas as corridas em que vou participar são de grande responsabilidade e vou sempre dar o meu melhor aos aficionados portugueses. E assim espero triunfar em todas as corridas.
JA - O que exige de si ser cavaleiro tauromáquico?
VR - Exige bastante, porque é uma profissão dura. Acima de tudo é preciso ter-se uma grande paixão pelos cavalos e pela tauromaquia em geral, para se conseguir superar o dia-a-dia.
É preciso toda a nossa dedicação e o máximo de carinho pelos cavalos, que é o essencial. Esta profissão ocupa-nos o dia todo, de manhã á noite, dia e às vezes não chega para fazermos tudo o que queremos. Mas estou feliz por aquilo que faço, que é o que gosto de fazer.
In "Jornal de Alcochete"