11 Maio 2009 - 00h30
Entrevista: Manuel Lupi
"Quero marcar a minha época”
Manuel Lupi, cavaleiro, vai tourear na II Corrida Vidas/Correio da Manhã, que decorre quinta-feira no Campo Pequeno, ao lado dos matadores ‘Pedrito de Portugal’ e ‘El Cid’
Correio de Manhã – Como está a encarar a 2.ª Corrida Vidas/CM?
Manuel Lupi – É a minha primeira do CM. São eventos vistos por gente fora do meio taurino.
– O que tem o Campo Pequeno de especial?
– É a maior praça de Portugal e, no toureio a cavalo, penso que será a mais importante do Mundo. É lindíssima, e desfrutamos do seu ambiente enquanto toureamos.
– Como é tourear aos 23 anos?
– Uma grande honra. Este é o meu segundo ano de alternativa e tenho de dar provas do meu nível.
– O seu futuro está na tauromaquia?
– Deixei de estudar. Montar dez cavalos por dia não é algo que se faça em quatro horas, pelo que não dava para conciliar com os estudos.
– Se não fosse toureiro imaginava-se a fazer o quê?
– Não cheguei a acabar o 12º ano, mas sempre tive gosto pelo campo e queria tirar o curso de Veterinária.
– Quais são as suas ambições?
– Ser como João Moura ou Pablo Hermoso, para se lembrarem de mim. Quero marcar a minha época.
– O seu pai [José Samuel Lupi] é um bom conselheiro?
– Conhece toiros e cavalos como ninguém. É um professor que tenho em casa.
– Como lida com o medo?
– Medo não é a palavra certa. É mais o respeito pelo toiro.
– Vai dedicar a lide a alguém?
– Ao público do Campo Pequeno.
– Sente o público ou abstrai-se?
– O público faz-nos, por vezes, ter vontade de arriscar mais.
PERFIL
Manuel Lupi nasceu há 23 anos numa família com tradição tauromáquica. O seu pai, José Samuel Lupi, grande figura do toureio nos anos 70, deu-lhe alternativa em 2008.
João Tavares