Lidava a cavalo e toureava a pé. Pisou quase todas as mais importantes arenas. Venceu barreiras levantadas por alguns. Impôs-se e até brindou a quem a vetara... Agradecia a grandeza que lhe reforçavam, ao evitar a sua concorrência de mulher!
Escritora sublime com humor escaldante, pintou quadros vividos. Oradora sapiente, desarmava em respostas prontas. Um dia, um cosmético queimou-lhe a cara! Horror que ultrapassou com o sofrimento dos eleitos. Cirurgias várias recuperaram beleza sem disfarçar efeitos...
Admiradora de Ana Batista, aceitou, de forma inédita, ser sua ‘madrinha’ de alternativa, a par de Bastinhas, ‘padrinho’ oficial. Em plena arena, Conchita Cintrón deu--lhe o ‘Escapulário de Ouro’ que sempre usara nas suas actuações! Um gesto de toureria!
Recentemente, foi atingida pela morte do marido e outros desgostos. Serenamente, partiu. E por esse Mundo fora, muitos contarão, a filhos e netos, que "era uma vez uma senhora"...
Maurício do Vale, in Correio da Manhá