Conchita Cintrón ainda ... >"Era uma vez uma senhora"

NATURALES
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Foi sempre bonita. Distinta. Nascida no Chile, cedo veio viver em Portugal. Foi embaixadora do Peru no nosso país. A tauromaquia recordá-la-á como Conchita Cintrón, exemplo de inteligência, valor toureiro e infinita afición!
Lidava a cavalo e toureava a pé. Pisou quase todas as mais importantes arenas. Venceu barreiras levantadas por alguns. Impôs-se e até brindou a quem a vetara... Agradecia a grandeza que lhe reforçavam, ao evitar a sua concorrência de mulher!

Escritora sublime com humor escaldante, pintou quadros vividos. Oradora sapiente, desarmava em respostas prontas. Um dia, um cosmético queimou-lhe a cara! Horror que ultrapassou com o sofrimento dos eleitos. Cirurgias várias recuperaram beleza sem disfarçar efeitos...
Admiradora de Ana Batista, aceitou, de forma inédita, ser sua ‘madrinha’ de alternativa, a par de Bastinhas, ‘padrinho’ oficial. Em plena arena, Conchita Cintrón deu--lhe o ‘Escapulário de Ouro’ que sempre usara nas suas actuações! Um gesto de toureria!
Recentemente, foi atingida pela morte do marido e outros desgostos. Serenamente, partiu. E por esse Mundo fora, muitos contarão, a filhos e netos, que "era uma vez uma senhora"...

Maurício do Vale, in Correio da Manhá
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