Sevilha: 'Ruidoso' e a toreria de Garrido


A terceira corrida do abono 2017 em Sevilha conjugava uma terna jovem e apetecível, com três toureiros de alternativa recente e que têm provado em praça os motivos de interesse que neles se depositam.
Contudo a afición de Sevilha fez-se rogada, e a mala cara que apresentava o tempo pode ter sido condicionante, sendo algo decepcionante a meia casa registada na Maestranza.

De Los Alburejos, finca gaditana de D. Álvaro Domecq Romero, viajaram a Sevilha seis toiros de tipo e hechuras idênticas. Corrida pareja, bonita e com boa conformação, desenrolando estirpes diferentes e a carenciar de labor conhecedor e profundo por parte de quem os enfrentou. O toiro lidado em quarto lugar por José Garrido, de nome Ruidoso foi um grande toiro. Com tranco, classe e recorrido, deixou algumas investidas por ver, sem que o matador extremeño lhe tenha exprimido tudo o que levara dentro. 


O próprio José Garrido esteve soberbo em ambos toiros do seu lote com o capote, especialmente por véronicas. Peito p' alante, toureando com ritmo e a compás. Cortou uma orelha ao quarto, numa faena rica em detalhes de toreria e classe, nem sempre vaciando como se impunha a grande investida de Ruidoso. (Silêncio no primeiro do seu lote e Orelha).

Álvaro Lorenzo luziu-se com o seu primeiro, mas falhou com a espada e no quinto, animal de imponente presença, resultou inexperiente para o solicitado pelo animal. (Silêncio e Silêncio).

Gines Marín demonstrou solvência mas faltou acople e maior condição dos oponentes para resultados mais satisfatórios. Maneja sobejamente o capote, e tem um interessante traço de muletazo, que certamente irá dar que falar. (Silêncio e Silêncio).
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