Análise à "Temporada Histórica" do Campo Pequeno


Histórica será certamente, mais não seja porque será comemorativa dos 125 anos da Praça de Toiros do Campo Pequeno. E para 2017 voltou a apostar-se no "cada corrida, um evento", e está montada uma primeira parte de temporada com motivos de luxo e que serão à partida casas esgotadas.

Um abono de regressos, de confirmações e de Figuras, e onde por agora, o único repetido no abono é...um rejoneador espanhol.

Para inaugurar abono, a 6 de Abril, uma Corrida Mista, e aqui os nossos aplausos à empresa que de ano para ano, tem revertido a carência de Toureio a Pé apostando cada vez mais nesta vertente, com a realização por agora de 4 (!!) corridas mistas, quando antigamente tínhamos uma (recordam-se?!)... E se ser mista já é bom, com quem é, ainda melhor: o rei do Campo Pequeno, Juan José Padilla e a figura do momento, o peruano Roca Rey. A 'apadrinhar' o maestro João Moura, que em 2016 deixou bons momentos em Lisboa, sentido-se renovado, pelo que rematadíssimo...está!

A 18 de Maio, Pablo e os irmãos Moura. O primeiro tem 'bilheteira' em Lisboa e até nos espanta que esteja a abrir cartel, Moura Jr. tem mantido a sua regularidade e cai sempre bem no Campo Pequeno mas quem realmente desta terna levanta curiosidade e expectativa, é Miguel Moura. Do que lhe vimos em Lisboa no ano passado, capaz de passar a perna aos alternantes é ele...

8 de Junho tem ainda tudo em aberto. Como de costume, há sempre um cartel tido como 'surpresa'. Oxalá venha mesmo a surpreender...

A 29 de Junho, será a noite do primeiro 'doutoramento' deste abono e com um cartel variado e para todos os gostos. Parreirita Cigano, que no ano passado deu que falar, irá tomar a alternativa das mãos do seu mestre Manuel Jorge de Oliveira, a cumprir 40 anos de alternativa, e por ambas as razões, este voltará a vestir casca e tricórnio para lidar um toiro. Acompanham este acto, Rui Salvador, e os regressados ao coso alfacinha, Ana Batista, João Maria Branco e Jacobo Botero. 

Anuncia-se para 6 de Julho outra corrida mista. Moura Caetano regressa também esta temporada a Lisboa como único cavaleiro, onde Fandi, que ali triunfou no Festival Bullfest, se junta a Juan del Álamo, um ano mais no Campo Pequeno, onde dá provas sempre do bom toureio que leva dentro.

Outra mista se segue, a 13 de Julho, e esta esgota de certeza. Dois espanhóis a compõem: novamente Pablo Hermoso e o matador José Maria Manzanares, há muito desejado pela empresa e pela afición. Será certamente um dos momentos altos da Temporada.

20 de Julho, outra corrida para a história com mais um doutoramento, o de Luís Rouxinol Jr.. Uma alternativa mais que justificada e em tempo de ser feita, tendo o jovem cavaleiro por padrinho o seu pai, Luís Rouxinol, a comemorar este ano, 30 de alternativa. A corrida tem ainda o motivo de reunir assim duas dinastias toureiras das mais acarinhadas pelos aficionados: os Telles, tio e sobrinho, e os Rouxinóis, pai e filho. 

Dos cartéis por agora conhecidos, resta apenas mais uma corrida mista, a 27 de Julho. Filipe Gonçalves regressa a Lisboa, e desta feita para lidar dois toiros, e Francisco Palha que tem aqui mais uma oportunidade de convencer. em definitivo a afición de Lisboa A pé, o matador de toiros português António João Ferreira, que merecidamente tem a possibilidade de actuar no Campo Pequeno, numa temporada que promete ser de confirmação para o toureiro luso.

De forcados, estão por agora, presentes os Grupos de Vila Franca, Lisboa, Évora, Amadores e Barrete Verde de Alcochete, Amadores e Ap. Chamusca, Ribatejo, Ap. da Moita, Montemor, Santarém, Coruche e Caldas das Rainha. Pelo que, dado o nível que a todos conhecemos, emoção e valentia não faltarão.

De toiros, há para todos os gostos mas felizmente, estão também os que dão emoção. As duas ganadarias triunfadores de Lisboa em 2016 regressam ao Campo Pequeno em 2017: Murteira Grave e Manuel Veiga! Os 'bonitos' de Eng. Luís Rocha também marcarão presença, assim como os Vinhas, Varela Crujo, Charruas, Falé Filipe, Santa Maria e a ganadaria espanhola, Garcia Jiménez.

Uma temporada da qual, esperamos que se registem momentos e triunfos para a posteridade. E que possa ser histórica...


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