Um Hino à Liberdade: A Festa regressou a Bogotá



Volvidos cinco anos sob uma imposição ridícula e minoritária, o direito e a liberdade voltaram a ecoar alto perante um legado e uma tradição histórica.

A Festa regressou a Bogotá (Colômbia), e ficou novamente provado que quaisquer impedimentos ilógicos e simplesmente movidos por lobbys serão incapazes de travar a maior manifestação cultural e histórica de todos os tempos. Cinco anos sem toiros, uma praça fechada, e o maior direito de todos negado de forma proibida e ilegal: a Liberdade. 

O cartel era digno da dimensão do feito, e pronto se colocou o 'No Hay Billetes' nas taquillas da Santamaría de Bogotá, numa tarde marcada pelo arrepiante e sentido grito de revolta de todos os aficionados que esgotaram as bancadas da histórica praça colombiana: LIBERTAD! LIBERTAD!

Os toiros de Ernesto Gutierréz, provenientes de Manizales, ficaram aquém do que se devia exigir numa tarde desta importância. Imposição de quem toureia, da empresa, de alguém... (?) De apresentação tão justa como inadmissível, pouca força e conteúdo demonstraram ter, valendo a sapiência e arrojo da terna.

El Juli valeu-se da sua condição poderosa mas a espada impediu de cortar qualquer troféu; Luís Bolivar cortou uma orelha ao seu primeiro; Andrés Roca Rey, que confirmou alternativa, armou um verdadeiro alvoroço, com um valor e um poderio há muito não vislumbrado na tauromaquia. Cortou duas orelhas no seu segundo e saiu triunfalmente a ombros.

A força e vitalidade da festa marcaram um novo capítulo histórico, e o direito e liberdade de escolha provaram ser a arma mais forte para impedir qualquer movimentação sem sentido e movida a interesse... LIBERTAD!

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