Roca Rey abre de novo a Porta Grande de Pamplona



A sétima corrida de toiros da Feira de San Fermín 2016 volta a ficar marcada pela grande disposição e alma de Andrés Roca Rey
Cortou duas orelhas ao terceiro cuvillo da tarde, de esqueleto pequeno e uma cara de meter medo ao susto, que nem sempre foi claro, revelando-se por vezes perigoso e rebrincado. Roca Rey esteve em ditador, moldando investidas e rubricando momentos de valor elevado. Com a mão esquerda resultou firme, pela espalda e de rodillas fez ecoar os olés mais fortes. Matou com um puñetazo implacável e passeou os dois apêndices. O último nunca se revelou, sem fijeza e sem voluntariedade, condicionou o labor do jovem peruano, que abreviou e foi silenciado após pinchazo.

Sebastián Castella não encontrou, ainda, o seu momento nesta temporada. Sem inspiração, com notória falta de sentimento e acople, foi silenciado no seu primeiro e cortou uma orelha ao quarto, que foi repetidor, humilhando com fijeza e classe.

Miguel Angél Perera esteve poderoso e digno perante o seu lote. Sacou tudo de forma meritória do seu primeiro, exigindo-lhe resposta aos seus desígnios. Pinchou por duas vezes e perdeu troféu. Voltou a estar valoroso com o quinto, praticando um toureio algo mecanizado e sem a mesma chispa que demonstrara no primeiro. Ovação.

O curro de Cuvillo, desigual em presença e comportamento, revelou condições para que diante deles se pudesse estar em bom tom, intercalando desde o nobre e repetidor, ao difícil e encastado. 

A praça voltou a estar cheia, naquela que foi a penúltima corrida daquele certame. 
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