Corrida de Rejones em Sevilha: A Festa que nos querem impor

NATURALES
Publicado por -

A corrida de rejones desta tarde em Sevilha fica marcada por nova demonstração de 'festa' que nos querem impor.

A evolução do toureio é uma 'consequência' natural da inovação dos tempos, mas impor um modelo de festa triunfalista onde a principal figura é descurada, é, logicamente, inaceitável. Uma praça com a dimensão e peso como a de Sevilha jamais pode suportar e ser 'cúmplice' de uma imposição que visa tudo menos o engrandecimento da festa. O exemplo tem de ser nosso (Portugal), mas como? Se por vezes (ou a maioria) falhamos com a nossa parte? Enlouquecemos com o toureio fácil, enchemos os sítios onde actue alguém que vista em curto e deixamos a nu os tendidos em corridas importante... Como iremos contornar estas tendências?

O traço 'torerista' aplicado hoje em dia às Ganadarias que as 'figuras (?)' solicitam, está instalado de forma arrasadora no rejoneio. A corrida de Fermín Bohórquez (quiçá a divisa mais solicitada actualmente nesta modalidade) , para além de não ostentar o trapio suficiente ao evento, tão pouco era condizente com a exigência da Real Maestranza. Apreciado o perfil morfológico do curro, tem-se a ideia que as 'bananas' que ostentam na cabeça, apenas tiveram um processo de crescimento até aos 2 anos, tal a a condição amorfa com que se apresentaram. Para além do incumprimento no que concerne a presença, no que requer a potabilidade creio que dizer que há tourinhas que fazem a malta suar mais, diz tudo. Uma vergonha.

Sérgio Galán e Lea Vicens são dois praticantes de rejoneio fácil, pouco impactante, sem 'cuajo', sem cunho, sem verdade. O alívio e a procura do aplauso fácil foram uma constante, embora sem sucesso. Galán foi silenciado no primeiro e cortou uma orelha no segundo e a 'verde' Lea Vicens foi silenciado no terceiro da tarde, e escutou ovação no último.

O luso-andaluz Diego Ventura foi quem imprimiu uma maior dinâmica à tarde, sem contundo manter o nível em todas as passagens. Tem uma quadra de 'sueño' e o cavalo que dá nome ao 'sonho' voltou a dar cartas a Ventura. Nem sempre esteve correcto, mas conseguiu dar consistência à globalidade das suas actuações. Cortou duas orelhas no primeiro, e deu volta no segundo após pinchar, o que o impossibilitou de alcançar a 11ª 'Puerta del Príncipe'.

A 'Feria' segue, e oxalá a última semana lhe traga a categoria e valor que necessita...