Balanço Positivo da Temporada 2015: todos os dados estatísticos


A temporada tauromáquica de 2015 saldou-se por um balanço bastante positivo. Caracterizou-se por um aumento global de 1.8% de espectadores nas praças de touros do nosso país (462.000), tal como pelo aumento do número médio de espectadores nas corridas de toiros (2415). Realizaram-se 233 espectáculos, menos 17 que em 2014 (250). As corridas de toiros (161) aumentaram o seu peso representando 69% dos espectáculos tauromáquicos, mais 3% que em 2014.

As exportações de touros (335) aumentaram 62% face a 2014 contribuindo positivamente para o saldo da balança comercial portuguesa. As transmissões televisivas (7) continuaram a revelar um excelente desempenho com um acumulado de cerca de 3 milhões de telespectadores e picos de 700 mil espectadores por transmissão, num exemplo cabal de serviço público, chegando a liderar as audiências em vários momentos.

Realizaram-se espectáculos em todo o país com excepção dos distritos de Braga, Vila Real e região autónoma da Madeira. O distrito de Lisboa liderou em número de espectáculos (33), sendo Albufeira a cidade com mais espectáculos (23). A região dos Açores lidera a média de ocupação das praças em corridas de toiros (75%). A região Centro-Norte continua a liderar no continente (71%). 

Na elaboração deste resumo estatístico foram usados como fontes os dados da Associação Nacional de Toureiros (ANDT) e a Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), sendo cruzados entre si. Obtemos assim resultados rigorosos e que espelham a totalidade da actividade do setor cultural taurino, pois os dados compilados pela Inspeção Geral das Actividades Cultural (IGAC) não retratam toda a realidade taurina portuguesa. 

Outras fontes: Pordata, ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual) e GFK/CAEM (Audiências). Foram contabilizados todos os espetáculos públicos em que foram lidadas pelo menos uma rês brava de lide.


Análise Detalhada 

Analisando a assistência de público às praças, no ano de 2015, registou-se um aumento espectadores para os 462.000, um aumento de 1.8% face a 2014. Registou-se também um aumento do no médio de espectadores por espetáculo, em particular nas corridas de touros, passando dos 2240 espectadores por espectáculo em 2014, para os 2415 espectadores por espectáculo em 2015, um aumento médio de aproximadamente 175 espectadores por corrida. 


Em Portugal continental e ilhas realizaram-se 233 espetáculos, menos 17 que em 2014.

Destes, e analisando por tipologia de espetáculo, destacam-se as Corridas de Touros, com 69% do total dos espetáculos realizados, com um aumento de 3% face a 2014. 

Comparando o número médio de espectadores por espectáculo noutro sectores culturais, como o teatro, cinema ou ópera, o número médio de espectadores por corridas de toiros, vemos que que aqueles ficam a uma grande distância dos números das corridas de toiros, com uma média de 2415 espectadores por corrida. O teatro tem um número médio de 146 espectadores por sessão (dados Pordata 2014), enquanto o cinema tem um número médio de 20 espectadores por sessão (dados 2014 Instituto do Cinema e Audiovisual) e a Ópera tem um número médio de 336 espectadores por sessão (dados Pordata 2014).

Em 2015 foram transmitidas 7 corridas de toiros pela RTP1, tendo estas transmissões registado um acumulado médio de cerca de 3 milhões de telespectadores, com picos de 700 mil espectadores por transmissão, mostrando a grande adesão dos portugueses a este tipo de espectáculo. 

A tauromaquia tem uma expressão nacional com espectáculos de norte a sul do país, passando pelos Açores. Realizam-se espectáculos taurinos em todos os distritos com excepção de Vila Real, Braga e a Região Autónoma da Madeira. O distrito com mais espectáculos em 2015 foi Lisboa com 33 espectáculos. A cidade com mais espectáculos realizados em 2015 foi Albufeira, com 23 espectáculos, seguida de Lisboa com 13 espectáculos e Angra do Heroísmo com 8 espectáculos. 




Em relação à percentagem média de ocupação das praças em Corridas de Toiros, os Açores registam a maior média de ocupação no país com uma média de 75%. A região Centro-Norte lidera este indicador em Portugal continental com com 71%, seguido da região do Alentejo com 67%. Em termos de crescimento deste indicador, destacam-se a região do Alentejo com uma subida de 11%, seguindo-se o Centro-Norte com 5%. Por distrito Viseu e Guarda lideraram com uma taxa de 100% e os Açores com 75%. 

O escalafon (ranking) de actuações de Cavaleiros Tauromáquicos foi liderado por Luís Rouxinol e Marcos Bastinhas, com 44 actuações e Joaquim Bastinhas, com 33 actuações. 

Paco Velasquez liderou o escalafón dos Matadores de Toiros com 6 actuações seguido por Manuel Dias Gomes e Pedrito de Portugal com 3 actuações. 

Os Forcados Amadores de Cascais lideraram a sua categoria com 25 actuações, seguidos pelos Amadores do Ribatejo, com 23 actuações, e os Amadores de Santarém com 21. 

Josué Salvado, com 54 actuações, Diogo Costa, com 52, e Ricardo Raimundo, com 52, ocuparam os primeiros postos do escalafon dos Bandarilheiros.


Quanto aos Novilheiros, Diogo Peseiro liderou com 6 actuações, seguido de João Augusto Moura e Joaquim Ribeiro “Cuqui” com uma actuação. João Martins liderou o top dos Novilheiros Praticantes com 11 actuações, “Parreirita Cigano” e Luís Rouxinol Jr., o top de Cavaleiros Praticantes, com 17 actuações. João Oliveira liderou na categoria de Bandarilheiros Praticantes com 29 actuações. 

Quanto às Empresas, o ranking foi liderado pela Touros das Sesmarias com 24 espectáculos organizados, seguida da Aplaudir com 21 e a S.R.U Campo Pequeno com 13. 

As Ganadarias que mais lidaram em Portugal foram a ganadaria Passanha, que lidou 66 toiros, seguida da ganadaria Pinto Barreiros, com 49, e Falé Filipe, com 44. Contabilizando também as corridas lidadas fora de Portugal, o ranking ganadeiro é liderado pela ganadaria Passanha, com 89 toiros lidados, seguida da ganadaria Murteira Grave e de Pinto Barreiros com 49 reses lidadas.


Os Directores de Corrida com mais corridas dirigidas foram Agostinho Borges, com 41 espectáculos dirigidos, Marco Gomes, com 28 espectáculos e Lourenço Luzio com 24. 

A tauromaquia contribui de forma muito positiva para o saldo da balança comercial (exportações – importações), já que em 2015 as exportações de touros de lide (335) superaram significativamente as importações (25). Em 2014 o valor das exportações foi de 207 touros. Esta variação anual das exportações, representa um aumento de 62%, pelo que este valor compara com os melhores resultados de outros sectores de atividade em Portugal no ano de 2015. 

Em 2015 ocorreram 10 mudanças de categoria profissional onde se destaca o novo cavaleiro profissional António D’Almeida e os bandarilheiros profissionais João Diogo Duarte e Pedro Vicente.




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Informação cedida pela Federação Prótoiro



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